segunda-feira, 5 de junho de 2017

BIBLIOTECA MUNICIPAL MARTINICO PRADO - ARARAS


Sobre o projeto arquitetônico e a formação da Biblioteca Municipal Martinico Prado:
O projeto da Biblioteca foi desenvolvido pelo arquiteto Giancarlo Palanti junto à construtora Alfredo Mathias.
fonte: http://vitruvius.es/revistas/read/arquitextos/03.031/722

Instalada em 1947, funcionou até 1954 no prédio do grupo escolar Cel. Justiniano Witaker de Oliveira. A sede própria foi viabilizada graças ao empenho do casal Fábio da Silva Prado e Renata Crespi Prado.


O edifício assim como a praça Narciso Gomes onde a biblioteca foi construída foram inaugurados em 1954. A Biblioteca passou por uma obra de restauração em 2002.



Para a inauguração da Biblioteca, o Dr. Hermínio Ometto preparou um discurso em cujas palavras transparecem o idealismo, a determinação e a visão de vida e futuro de um homem verdadeiramente à frente de seu tempo:


"É sábio empregar riqueza em livros e bibliotecas, pois é dinâmica do futuro e certeza de poder semeado. Este ato representa sabedoria em valorizar o que, de fato, tem valor. Valorizamos o alimento, como base da vida; valorizamos, ainda, os bens materiais. 

Sabemos, todavia, que em valorizar as coisas do espírito reside a verdadeira e mais perfeita ciência. É na arte, no conhecimento, na literatura, que encontramos os bens maiores, bens que, por sua espiritualidade, são os verdadeiros representantes nas manifestações mais elevadas de Deus."


[Excerto do discurso de inauguração da Biblioteca Municipal Dr. Martinico Prado, 25 jun. 1952, Acervo da Biblioteca]

Muitas informações sobre a história de Araras podem ser encontradas no blog do Historiador Nelson Martins Almeida:
http://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/

fonte e consulta em 05.06.2017
https://www.facebook.com/BibliotecaMunicipalMartinicoPrado/posts/466627400113829

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RETALHOS DE UMA BIBLIOTECÁRIA

por Inajá Martins de Almeida


Era aos meus olhos como estar num conto de fadas. Eu que acostumada fora aos livros, dispostos em amplas estantes, na sala de nossa casa, o qual sentia verdadeira paixão em organizá-los em ordem de assunto: dicionários, enciclopédias, romances, história, geografia, obras gerais – método que eu mesma desenvolvera mediante sentidos práticos dos meus doze anos – agora posso me encontrar numa biblioteca de verdade.

Estou então na década de sessenta, quando no auge dos quinze anos, os livros fazem-me companhia constante – não diferente de hoje, quando me encontro em pleno século XXI, a frente de um computador, a compor retalhos de minha memória, entre livros.

Não eram poucas as estantes, dispostas em corredores amplos, ventilados, iluminados; majestosa construção ocupava parte do quarteirão, entrecortada por jardins ricamente ornamentados por flores e árvores, cuidada com aprumo e reverência como um templo do saber o deve ser.

Era obrigatoriedade, quando a passeio, visitá-la. Nessa época morávamos na capital paulista e, uma vez que nossa biblioteca particular supria todas as minhas necessidades escolares, a falta desses espaços, não ocupavam o meu pensar.   

Nas escolas (décadas de 50 e 60) o que podíamos encontrar eram armários dentro das próprias salas de aula, com livros didáticos, de histórias infantis, infanto-juvenis e alguns romances, os quais podiam ser revezados entre os alunos nos finais de semana – era um deleite apoderar-se desses livros, somente para nós. Era diferente. Ainda que tivéssemos livros em casa, o sentimento para com esses, era inexplicável. Muito tempo após poderia entender!

Os livros adotados pelos professores para as matérias (português, história, geografia, e outras mais) indicados e adquiridos pelos alunos, eram portados em bolsas, quando dia e matéria o exigiam. Assim, o conhecimento nos era passado por meio de intermináveis ditados, leitura através dos textos dos autores e livros recomendados, comentários ilustrativos, poucos, feitos por professores que, algumas vezes se apresentavam além do que a matéria exigia. Por serem raros esses, tornaram-se inesquecíveis, brilhantes, dignos de jamais serem esquecidos.

Meu professor de francês – no antigo ginásio – falava-nos de metrô em sua cidade – Paris – o que ainda nos era impossível vislumbrar. Dizia que a cidade de São Paulo estava atrasada nessa construção, o que acarretaria sérios problemas futuros. Realmente foi o que pude verificar na década de 70 e nas subseqüentes, quando então temos de conviver com esses transtornos constantes.

Salas específicas para bibliotecas? Raras! Apenas em grandes colégios podiam ser encontradas. Claro a Mário de Andrade já existia, mas a idade e a distância não me permitia freqüentá-la. Muitos anos após, transitar livremente por suas salas, apreciar sua bela arquitetura, mesmo pela calçada apenas, fora-me permitido, quando passo a trabalhar às suas imediações – centro paulistano.

Contudo, alegrávamos com aquilo que estava ao nosso alcance. Não podíamos ao menos imaginar o mundo informacional! Utopia aos nossos sentidos.

Ainda que possuísse intimidade com os livros, encantava-me, agora, com a impecável organização e a delicadeza daquela que se mantinha a frente daquele verdadeiro arsenal de conhecimento, orientando a quem a ela se dirigisse. Estava eu numa biblioteca de verdade. Eu mesma não saberia por onde começar. Orgulhava-me pelas coleções que dispúnhamos, quando percebo ser um grão de areia apenas, no universo literário que ali, bem a minha frente se apresentava. 

Ao mesmo tempo em que uma alegria imensa tomava conta de meu viver, era acometida por uma grave apreensão: jamais poderia me apossar de todos aqueles livros (seria impossível!). E realmente, títulos não deixaram de se proliferar nos quatro cantos; bibliotecas, salas de leituras passaram a ser alvo de projetos; novos escritores vieram ocupar cenários editoriais; a internet abriu espaço para anônimos desfilarem seus dotes literários. A era da informação tornou a biblioteca virtual. Trouxe a biblioteca para dentro de nossos lares.    

Naquela época, não me importava com posições, títulos, formação profissional, contudo, respeitava sobremodo aquela presença impoluta, senhora de fino trato, esposa do diretor do ginásio estadual da cidade, profunda conhecedora do vasto acervo da biblioteca – aquele espaço era-lhe familiar, muito tempo depois viria eu mesma, poder entender aquela atitude.

Porém, por fração de segundo, naquele lugar, podia voltar aos momentos dedicados à organização das estantes de livros em minha casa. Sentir o deleite e prazer na ordenação, ainda que sem explicação alguma para tal arranjo, e ver invertida minha posição - de leitora para bibliotecária. Era a biblioteca que aos poucos penetrava minhas entranhas e se consolidava dentro de mim, ainda que de forma inconsciente.

Estava na adolescência e realidade com ficção se misturava num rodamoinho que muitas vezes davam verdadeiros nós em minha cabeça. Os livros bailavam, contavam histórias, falavam de amores, também de dores. Aos poucos forjava meu interesse, minha paixão, minha convicção por livros, leitura e bibliotecas. Logo buscaria minha formação acadêmica a qual me tornaria a profissional na área em que, sem o perceber estava me fortalecendo desde a meninice.

Livros e leituras formariam o acervo na biblioteca da minha memória – retalhos amealhados pelo caminho percorrido - ao ponto de me ver a declinar neste momento que: entre livros nasci, entre livros me criei, entre livros me formei, entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: o livro sou eu - Bibliotecária por opção, por paixão, por convicção.

domingo, 30 de abril de 2017

HISTÓRIA DAS BANDAS DE ARARAS


A Tribuna do Povo em 29 de abril de 2017 edita matéria sobre o ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS" - autoria do Historiador Nelson Martins de Almeida, sob organização e co-autoria de Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó

O lançamento está previsto para o mês de julho.




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texto em sua íntegra - por Inajá Martins de Almeida

ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS – documentário histórico

No ano em que a Corporação Musical “Maestro Francisco Paulo Russo” comemora 40 anos de sua conquista máxima – Campeã Nacional em Concurso de Bandas / 1977 – a municipalidade ararense será  premiada com a edição do Documentário Histórico das Bandas de Araras, o mais completo Álbum editado, dentro do município.

Nelson Martins de Almeida – Historiador de Araras – editor do Álbum de Araras em 1949, novamente se faz presente. Falecido em 2012, aos 94 anos, deixa o álbum, título e parte do conteúdo previamente esboçado, em que limita os primórdios das primeiras manifestações musicais no final de século XIX; avança o século XX, abstraindo fatos marcantes, como  fora a conquista em 1922 pelo Maestro Francisco Paulo Russo no centenário da Independência do Brasil e se detém aos registros da atualidade entre os anos que antecederam a premiação, – a conquista em 1977 – as homenagens, títulos e honrarias aos músicos, criação e entrega da Lira em praça pública em 1980.

Seu esboço cuidadosamente registra biografias dos maestros eméritos que elevaram Araras a patamares nacionais – Francisco Paulo Russo (1922), Alfredo Alexandre Pelegatta (1977); músicos inspirados e inspiradores como o foram Hugo Montagnolli e família, Luiz Carlos Morgili, José Barbosa de Brito, Carlos Viganó e Marco Antonio Meliscki que, jovem, reconhece a conquista do campeonato nacional, ingressa na corporação, sem imaginar que o futuro lhe reservaria a batuta. Carlos Gomes que durante longo período emprestara o nome a Corporação em município ararense não se faz esquecido pelo autor/historiador; como Corporação Musical “Carlos Gomes”, sagra-se campeã na capital paulista, quando das festividades em 1922.   

Assim é que o Álbum das Bandas de Araras pode ser dividido em duas fases: a primeira entre 1879 até 1977; a segunda, os anos que seguiram o pós-campeonato nacional até a configuração da Banda a se transformar em Orquestra de Sopros de Araras “Maestro Francisco Paulo Russo” em 2015.

As organizadoras, co-autoras e primas, em parentesco familiar, Inajá Martins de Almeida (filha do Historiador) e Matilde Ap.Salviatto Viganó (filha do músico Carlos Viganó), decorridos os anos entre a conquista e a atualidade, puderam avançar em pesquisas, entrevistas, fotos, fatos curiosos.

A concretização da Escola de Música “Carlos Viganó”,  que quatro décadas antes era vislumbrada por  um dos jurados, durante as fases eliminatórias. Era Celso Woltzenlogel,  emocionado, diante dele estava “uma banda que poderia cumprir perfeitamente o papel de uma escola de música em Araras. Era também o sonho do maestro Paulo Russo a se concretizar. Batalhador, este, incansável, desde os primórdios do século passado, criava curso para piano, arregimentava jovens para compor diversas bandas, transformava adolescentes em verdadeira plêiade de músicos que, em tempos modernos vêem no legado a continuidade de um a inspirar tantos outros. Cria-se então a Escola de Música com o objetivo de formar músicos para as corporações vindouras.



Assim é que, num momento festivo, nestes quarenta anos decorridos entre 1977 e 2017, as organizadoras entregam a obra que demandou anos de pesquisa, paixão e envolvimento, como num concerto a quatro mãos harmoniosamente executado. Legado este que se espera continuidade de propósito, uma vez que o trabalho há que se perpetuar através dos que a frente segue. Para tanto, à História não se permite ponto final. Cabe assim as reticências...
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domingo, 2 de abril de 2017

ÁLBUM DE ARARAS EM REFERÊNCIA




A dinâmica do enriquecimento paulista no século XIX: das origens à diversificação do capital da família Lacerda Franco

Gustavo Pereira da Silva1 
1Professor - Departamento de Economia - Universidade Federal do Paraná (UFPR) Endereço: Av. Prefeito Lothário Meissner, 632 - térreo - Jardim Botânico - Curitiba/PR - Brasil CEP: 80210-170 – E-mail: gustavopereira@ufpr.br

O texto visa apreender a formação e diversificação da riqueza paulista durante o século XIX. A análise recai sobre os Lacerda Franco, importante família cujos membros principiaram economicamente em atividades de cunho interno (lavoura de mantimentos, criação e comércio de animais, produção de aguardente) nas terras próximas da vila de São Paulo e, posteriormente, migraram para o Oeste Paulista, tornando-se senhores de engenho e cafeicultores. Esse processo de enriquecimento aponta a formação de sociedades agrícolas, casa comissária e exportadora, indústria, banco, diversificando as formas de riqueza dentro do complexo exportador cafeeiro da segunda metade do XIX. O fio condutor do trabalho é a apreensão da dinâmica (movimento) desse processo, materializada, através da documentação da família e de suas empresas – o que diferencia o trabalho das análises correntes apoiadas de forma unívoca em inventários –, de suas estratégias econômicas, nas diferentes atividades que os enriqueceram e nas difusas formas de alocação do capital.
Palavras-Chave São Paulo; Família; Enriquecimento; Diversificação, XIX


... 1847, constituíram a sociedade agrícola Lacerda & Irmão, que contava com as terras de seus pais na freguesia paulista de Belém de Jundiaí (fazenda Bocaina) e as terras legadas pelo sogro na vila de Limeira (fazenda Montevidéo). A sociedade, que permaneceu até 1865, tinha como finalidade a produção e venda de café, para tanto, o sócio Bento entrou com 8 escravos, enquanto seu irmão e sócio José entrou com outros 6, totalizando 14 cativos. (CONTRATO LACERDA & IRMÃO, 1855 apud Almeida, 1948, p. 23-24).26

... Fonte: Inventário de Antonio de Lacerda Guimarães (Jundiaí, 1853); Inventário de Dona Maria Franco (Jundiaí, 1861); (Cressoni, 2007, P. 45; Matthiesen, 2010, P. 25; Almeida, 1948, p. 21-22); Inventário de Clara Miquelina de Jesus (1864) apud Maluf (2005, p. 158-159).

BIBLIOGRAFIA CITADA

ALMEIDA, N. M. Álbum de Araras: documento histórico, geográfico, e ilustrativo do município de Araras. Araras, SP: Odeon, 1948.


Fonte


Consulta e postagem blog em 02.04.2017
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A URBANIZAÇÃO DE ARARAS – SP NO PERÍODO ENTRE AS DÉCADAS DE 1930 A 1970 



Adriano PIVA1 e Renata Luigia C. GARCIA²

RESUMO

O presente texto apresenta os principais fatores que determinaram a mudança da estrutura econômica brasileira em um período de importantes problemas com o cenário da economia, são analisados fatos que proporcionaram o crescimento econômico e urbano na capital do Estado de São Paulo e a consequente transformação que os mesmos originaram no espaço urbano do município de Araras – SP, a busca desses fatores foi realizada por meio de um estudo bibliográfico com base na urbanização brasileira. Evidenciando histórica e geograficamente a cidade de Araras – SP, foram analisados os fatores internos, como a importância da produção agrícola do município e também os externos, destacando a ajuda do Estado e da União, que investiram e apoiaram o crescimento urbano da cidade, além da importância de algumas pessoas que se uniram a favor da cidade de Araras, para que a construção do espaço urbano fosse adequado no sentido social e econômico, onde posteriormente, a cidade foi consagrada com a obtenção de um reconhecimento em nível nacional. Palavras chaves: Araras. União. Urbanização.


A INDUSTRIALIZAÇÃO DE 1930 A 1955

O Estado de São Paulo, devido à importância do café, é o espaço com maior concentração de capital e infraestrutura para o favorecimento do novo modelo vigente de base econômica do país, a industrialização vinculada à produção agropecuária.

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Adriano Piva - Graduado em Geografia (UNAR), adrianogeo22@gmail.com

Renata Luigia C.Garcia -  Orientadora e coautora do artigo (UNAR), renataluigia@bol.com.br
...

O parque industrial da tradicional cidade é constituído por estabelecimentos dos mais variados ramos. Além da grande indústria de laticínios exportados para todo o país, Araras apresenta três grandes usinas de álcool e açúcar; fábricas de adubos, de aguardente, de amido, máquinas para o benefício de café, arroz e algodão; 57 fábricas de farinha de mandioca e raspa; fábricas de máquinas para a lavoura, carros, mosaicos, ladrilhos, massas alimentícias, salames e mortadelas; indústrias de motores elétricos, artefatos de alumínio, importantes marmorarias, fábricas de ocre, pregos e rolhas metálicas, fábricas de móveis, 17 oficinas mecânicas; 10 cerâmicas, olarias e serrarias. (ALMEIDA, 1948, Texto. LVII).

...

Os lavradores de Araras sempre se distinguiram pelo seu espírito progressista, aplicando processos adiantados às suas culturas. Entre os seus filhos do passado e do presente contam-se nomes que muito concorreram para a riqueza agrícola do Estado, entre eles Ignácio Zurita Junior, o pioneiro da industrialização da mandioca (ALMEIDA, 1948, Texto. LVII).

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Nelson Martins de. Administração Ivan Estevam Zurita. Araras: Odeon, 1968.

______. Álbum de Araras: documento histórico, geográfico e ilustrativo do município de Araras. Araras: Odeon, 1948.


fonte:
http://revistaunar.com.br/cientifica/documentos/vol7_n1_2013/8_a_urbanizacao_de_araras.pdf


pesquisa e postagem em 02.04.2017

sábado, 1 de abril de 2017

ISTO É SÃO CAETANO - NELSON MARTINS DE ALMEIDA


Encontramos esta preciosidade. A Galáxia Internet nos proporcionou este resgate e registro. Percebemos que Nelson já apresentava resquícios de seu gosto refinado ao retratar as corporações musicais, sabedor de que Araras já as possui de longa data... Que belo material este que referenciamos e apresentamos em parte neste blog...


Publicado em quarta-feira, 6 de agosto de 2014 às 07:00 Histórico

Uma banda chamada Casa de Savoia


Ademir Medici
“Os depoimentos de vários filhos fundadores desta terra atestam que o entusiasmo pela música entre 1900 e 1915 era idêntico ao entusiasmo atual despertado pelo futebol.”
Cf. Nelson Martins de Almeida, em Isto é São Caetano, 1952.
As bandas de São Caetano, também chamadas de corporações musicais – e como é prazeroso ouvir, nos dias presentes, que os antigos conjuntos de iê-iê-iê agora são chamados de bandas.
Mas, cá entre nós, bandas mesmo são aquelas antigas, como esta – a Banda Musical Casa de Savoia –, que ilustra a 2ª Semana São Caetano/José Roberto Gianello, e cuja foto faz parte da brochura de 1952 que o jornalista Nelson Martins de Almeida editou.

pesquisa em 01.04.2017 


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Publicado em segunda-feira, 4 de agosto de 2014 às 07:00 Histórico

A relação do Porto Geral com a cidade


Ademir Medici
Na 2ª Semana São Caetano/José Roberto Gianello, vamos folheando a brochura Isto é São Caetano (PMSCS, 1952), organizada pelo jornalista Nelson Martins de Almeida. E reproduzimos duas imagens: a foto da Ladeira Porto Geral, em São Paulo, com data registrada de 1862, e o croqui da cidade de São Caetano no início da década de 1950, no centro do triângulo dos vizinhos São Paulo, Santo André e São Bernardo.
A LADEIRA
Diz a publicação que as célebres monções para o interior paulista e brasileiro partiam deste cenário da Ladeira Porto Geral. No Tamanduateí, lá embaixo, aportavam as embarcações dos beneditinos que, da Fazenda São Caetano, transportavam telhas e tijolos de sua fabricação – produtos da primeira indústria da atual São Caetano.
Foram os beneditinos quem deram o novo nome da cidade, antigo Tijucuçu.
A PLANTA
São Caetano em 1952 com nomes de bairros preservados e/ou eliminados dos atuais mapas da cidade. Um exemplo: entre o rio e a estrada de ferro, o bairro da Ponte e a Vila Lucinda, ambos constituindo, hoje, o bairro Fundação. Barcelona, Santa Maria, Gerty, Boa Vista, Santo Antônio, Cerâmica e São José tiveram seus nomes mantidos. Extinguiram-se: bairro da Divisa, bairro Gonzaga, bairro Olinda, Vila Nova, Vila Gisela, Vila Ressaca, Vila Camila, Vila Elekeirós, bairro da Saúde.
Vila Paula virou bairro Santa Paula, para arrepio do professor José de Souza Martins. Uma santa no lugar do nome do loteador.
NOSSO ORIENTADOR
José Roberto Gianello acompanhou a metamorfose da cidade. Acelerou-se a industrialização nas décadas de 1950 e 1960: “A ruptura se deu nos anos 1980. Com os custos de produção, indústrias fecharam. São Caetano muda de perfil. Cresce o setor de serviços, expande-se o comércio.”
A quinta leva: os imigrantes em São Caetano
Lorenzon, Lorenzoni. Com raízes no bairro dos Meninos, hoje Rudge Ramos, em São Bernardo, e colônia do ‘outro lado do rio (dos Meninos)’, onde se erguem as instalações do Instituto Mauá, junto ao Cemitério das Lágrimas.
O casal Lorenzoni Giovanni, 31 anos, e Maria Gallo, 29, também viajou da Itália para o Brasil no Vapor La France.
Pesquisa: Vicente D’Angelo

http://www.dgabc.com.br/(X(1)S(2dvk5lmtqtvyzrwwhitfbqx2))/Noticia/783695/a-relacao-do-porto-geral-com-a-cidade

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Publicado em domingo, 3 de agosto de 2014 às 07:00 Histórico

Ademir Medici

Da Vila Califórnia para a Avenida Tijucuçu

“Gosto da vida acadêmica, mas nunca fui professor. Quem sabe um dia!”
José Roberto Gianello, em entrevista ao Diário do Grande ABC no dia do aniversário de São Caetano de 2007.
José Roberto Gianello está para São Caetano o que a Dra. Gisela Leonor Saar está para Rio Grande da Serra. Ambos estudam História e memória de suas cidades. Não têm cargos públicos. Mantém acervos próprios. Atendem aos que os procuram para falar da formação urbana, étnica, esportiva e tudo o mais. Com a maior alegria.
Poderíamos acrescentar muitos outros construtores da memória, a exemplo de Gianello e Dra. Gisela. São idealistas que deveriam ser muito melhores aproveitados. Caso do professor Antonio de Andrade, da Metodista, que agita literalmente o universo acadêmico em busca da pesquisa histórica – ele próprio arregaçando mangas para entender como tudo acontece.
Mas o personagem de hoje é Gianello, de formação em Sociologia, que nos acompanhará nesta que é a 2ª Semana São Caetano de 2014.
Generoso, Gianello vem nos repassando, há anos, extenso material sobre São Caetano e outras paragens. É o material que dará suporte a esta jornada. Começando por uma brochura.
Era 1952. Jornalista Nelson Martins de Almeida traçava um perfil histórico e atual do jovem município de São Caetano. Escrevia o jornalista e editor: “Surge este documentário no momento justo em que São Caetano atravessa, auspiciosamente, o seu terceiro ano de emancipação política e de instalação de sua Câmara Municipal.”
Entre as palavras de ordem, grandeza, laboriosa população, fabricitante oficina e colméia humana. Ângelo Raphael Pellegrino era o prefeito, o primeiro prefeito de São Caetano. Deputado Antonio Sylvio da Cunha Bueno era apontado como ‘o baluarte do movimento redentorista de nosso município’. E José Luiz Marinaro pautava o que seriam os levantamentos futuros da História da cidade, de personagens como Fernão dias Paes Leme, Duarte Machado e esposa Joana Machado, até ‘os braços italianos’.
Vale a pena, jovens pesquisadores, localizarem este ensaio organizado por Nelson Martins de Almeida. Chama-se Isto é São Caetano, sob os auspícios da Prefeitura Municipal e indicado por José Roberto Gianello....

O texto fora transcrito em partes nesta data - pesquisa e inserção neste blog 01.04.2017
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Publicado em quinta-feira, 7 de agosto de 2014 às 07:00 Histórico

A força industrial

Ademir Medici


José Roberto Gianello e a indústria. O nosso orientador nesta 2ª Semana São Caetano, 2014, atuou em várias empresas industriais. Sua personalidade criativa não permitiu que ele marcasse ponto, permanentemente, em nenhuma delas. Mas de todas guarda lembranças, registros, histórias que ajudam a entender como se deu o crescimento econômico da cidade e região.
A brochura de 1952 sobre São Caetano que Gianello guardou traz uma listagem importantíssima do comércio e indústria da cidade 60 e poucos anos atrás. Uma das riquezas da publicação idealizada pelo jornalista Nelson Martins de Almeida.

pesquisa e postagem em 01.04.2017


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ÁLBUM FUTEBOLÍSTICO DE SÃO PAULO É REFERÊNCIA



Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC


A riqueza do futebol de São Caetano é antiga. A cidade possuía uma várzea com dezenas de campos de futebol hoje ocupados por prédios. E mesmo equipes da vizinha Zona Leste paulistana preferiam disputar os campeonatos promovidos em São Caetano.
Começa a Semana São Caetano 2015 aqui em  Memória. E o assunto é futebol, graças a uma alma generosa e anônima que deixou na Redação do Diário um exemplar do Álbum Futebolístico de São Paulo, editado pela Federação Paulista de Futebol em 1957, com informações que vão até 1956.
A obra é vasta, tamanho gigante, com capas revestidas de madeira. Fartamente ilustrado, o álbum traz informações das equipes que disputavam as principais divisões de profissionais do Estado. Rei Pelé iniciava carreira no Santos mas, como menino reserva, nem aparece na foto do time principal.
De São Caetano, integrava a Primeira Divisão a Associação Atlética São Bento, fruto de fusão entre o Comercial da cidade de São Paulo e o São Caetano EC. A fusão não daria certo. O São Caetano voltaria a ser autônomo, recuperando seu nome e trajetória. Mas o registro da Associação São Bento é perpetuada graças aos autores do álbum: Thomaz Mazzoni (chamado Olimpicus), na supervisão; e Nelson Martins de Almeida, que cuidou da redação e da coordenação.
E é graças a Nelson Martins de Almeida que o futebol de São Caetano é brindado no álbum, não apenas com o seu time principal, a AA São Bento, mas com fotos, distintivos e esportistas de vários outros clubes da cidade, o que veremos ao longo desta Semana de festas em São Caetano.
Os demais clubes do nascente ABC, futuro Grande ABC, não aparecem no álbum da FPF de 1957. Só São Caetano. E a explicação é simples: naquele tempo, Nelson Martins de Almeida foi contratado pelo município para organizar um livro sobre a administração pública. Tomou contato com a cidade. E registrou os seus principais clubes.
Venham conosco, esportistas de São Caetano e Grande ABC. E quem souber do paradeiro, digam como localizar notícias do jornalista Nelson Martins de Almeida. Ele foi muito importante naquele 1956 para o futebol e Memória da cidade. E merece ser citado, quem sabe ainda nesta Semana São Caetano 2015.
continuar em :

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Publicado em segunda-feira, 3 de agosto de 2015 às 07:00 Histórico

O primeiro título nacional vem do Cerâmica

Ademir Medici

O Cerâmica FC foi grande, dentro e fora de São Caetano. Chegou a disputar campeonatos profissionais, nos anos 60. Representava uma das mais antigas indústrias da cidade e ganhou destaque no álbum que a Federação Paulista de Futebol editou em 1957.
Até então, o clube disputava campeonatos amadores, entre os quais os ligados à indústria e comércio, como narra o jornalista Nelson Martins de Almeida, co-autor do Álbum Futebolístico de São Paulo, em parceria com mestre Thomaz Mazzoni (Olimpicus)....

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Publicado em quinta-feira, 6 de agosto de 2015 às 07:00 Histórico

Toda força aos clubes classistas

... Transcrevemos parte do texto... o mesmo pode ser acompanhado através do link consulta e postagem em 01.04.2017...

http://www.dgabc.com.br/Noticia/1539323/toda-forca-aos-clubes-classistas
... E a Semana São Caetano 2015 chega ao General Motors Esporte Clube, distinguido também no Álbum do Futebol de São Paulo (FPF, 1956). Lá estão as três fotos de hoje, com as informações e legendas compiladas pelo jornalista Nelson Martins de Almeida, de curta e frutífera passagem por São Caetano na década de 1950.

E o General Motors sagra-se campeão do IV Centenário
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Infelizmente o tempo passou e só neste momento tomamos ciência das palavras aqui colocadas.  Embora que tardiamente, vamos entrar em contato com a redação do jornal (nota da editora do blog - Inajá Martins de Almeida)
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O texto fora consultado em 01.04.2017

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