segunda-feira, 30 de abril de 2018

HISTORIADOR ESCREVE SOBRE SUA PRODUÇÃO DOCUMENTAL

"O interesse que temos pela História de Araras é nos um direito inabalável, adquirido há cerca de vinte anos, quando propusemos e editamos um trabalho de imprensa, documentando a vida de nossa terra natal, do que resultou o "ÁLBUM DE ARARAS"...


Revista de Araras - maio 1967

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A razão de nossos escritos sobre a História de Araras, município, em que tivemos a ventura de nascer, está em que nos achamos empenhados, há vários anos, na compilação e pesquisa dos fatos esparsos que a compõe e, que vem sendo compilado neste blog, como fonte de registro e resgate histórico. 

Seguindo a um conselho do saudoso prefeito Francisco Graziano, em cuja gestão tivemos a oportunidade e a honra de escrever e lançar o ÁLBUM DE ARARAS, ed. 1949. (Nelson Martins de Almeida e Mamede de Souza) 

Após intensas pesquisas na Biblioteca Municipal de Araras, e outras fontes a que tivemos acesso, passamos a pesquisar junto aos próprios livros de atas da Câmara Municipal, onde fomos “fuçar” em velhos papeis e amareladas pagina manuscritas, tudo o que os nossos antigos fizeram em prol desta comunidade que hoje se orgulha de sua modelar e organizada urbe.

O livro de atas mais antigo que então encontramos havia sido o de 1892, e demos inicio à nossa perquirição histórica, transportando-nos para aqueles idos do pioneirismo heroico de nossos ancestrais, empolgando-nos com a magnitude de seus gestos de trabalho abnegado e desprovido de qualquer compensação material, mas sempre visando o bem da coletividade do burgo incipiente, e do seu desenvolvimento gradativo.

Ora, o gesto magnânimo de seus fundadores – Bento de Lacerda Guimarães e José de Lacerda Guimarães – doando as terras para o Patrimônio; depois a comissão camarista trabalhando ativamente para a construção de um templo majestoso a ser erguido na imensa praça descampada; os médicos abnegados a combater as epidemias, as febres de mau caráter e fundando a sua santa casa de misericórdia; os heroicos pioneiros da imprensa a enfrentar, no seu idealismo puro, as intempéries de omissão, do descaso e da ignorância, os fundadores de fazendas, plantadores de cana-de-açúcar, da mandioca e do café, que vieram a enriquecer a Nação; os rasgadores de sertões implantando trilhos de aço das estradas de ferro que fomentaram o progresso e trouxerem aos campos a civilização contemporânea.

Havíamos, pois, partido em nossas pesquisas, do livro de 1892; mas, refletindo sobre que o município se instalava a 07 de Janeiro de 1873, ou seja, dezenove anos antes, voltamos a uma procura mais intensa nos velhos arquivos, até que, finalmente, encontramos os almejados livros anteriores, inclusive o primeiro livro de atas, iniciado em 1873.

Somos de parecer que estes livros são históricos, e deveriam estar aos cuidados da Biblioteca Municipal, pois que transcendem ao interesse dos próprios vereadores e da Câmara, para se situarem como uma relíquia pode ser preservada pela própria Biblioteca.

Durante anos, nas horas ociosas, fizemos as nossas pesquisas, uma luta contra o tempo, já que precisávamos viver e, não poderíamos nos fixar apenas neste trabalho, para o qual ninguém nos remunera. E, quanto mais nos aprofundávamos em nosso mister, apesar das restrições caseiras pelo nosso diletantismo, o nosso “hobby” de nenhuma compensação material, mas sumamente espiritual, no silêncio de nossa sala de trabalho, frente a maquina de escrever, íamos nos empolgando cada vez mais com a riqueza dos acontecimentos esparsos, esquecidos entre os arquivos nunca lembrados.

E foi assim que descobrimos fatos interessantes que a maioria dos conterrâneos ararenses desconhece e enriquecemos, sobremaneira com novos fatos aqueles que poucos conhecem. Isto nos possibilitará dar nova dimensão a História de Araras, de que se servirão os ararenses de hoje, e, os vindouros, interessados em melhor conhecer a formação desta cidade.

Estes conhecimentos, que passamos a ter através das documentações pesquisadas, aliados aos que já trazíamos de nossos trabalhos anteriores que, desde 1948, vimos fazendo para esta cidade, nos possibilitaram apresentar a Prefeitura Municipal, quando assessor de imprensa, um trabalho pessoal de que nos orgulhamos: o levantamento da nomenclatura das ruas de Araras.

Desse trabalho, chegamos a conclusão de que mais de 100 vias publicas estavam sem nomes, identificadas apenas por números ou letras, como eram os casos dos bairros Jardim Candida, Jardim Fátima e outros.

Apresentamos um trabalho com mais de 100 nomes de vultos ararenses, esquecidos no tempo, mas legendários na História, pelo que fizeram em prol de sua comunidade, a sua época.

Vultos como: Olympio Portugal, o primeiro cientista a aplicar o soro antiofídico no Brasil; Clementino Canabrava, autor de varias proposições; Ascânio Villasboas, que tanto trabalhou para a implantação da iluminação publica de Araras, ao tempo dos românticos lampiões a querosene.


Neste trabalho, os nomes foram apresentados, seguindo-se ligeiros traços de sua atuação que os justificavam.

Obs: - Este documento consta de seu arquivo, escrito provavelmente na última década do século XX. Interessante para pesquisadores poderem absorver os porquês de tanto interesse pelos documentários históricos.



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SÃO CAETANO DO SUL

"Surge este documentário, no momento justo em que São Caetano do Sul atravessa, auspiciosamente, o seu terceiro ano de emancipação política e de instalação de uma Câmara Municipal..."




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REVISTA DE ARARAS

ano 1, Nº 1 - maio/junho 1966



REVISTA DE ARARAS - ano 2 - junho 1967


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ASFALTO PARA VIA DE ACESSO À SANTA EUDÓXIA

Pesquisando documentos do arquivo de Nelson Martins de Almeida, eis que me deparo com este, em em, meu irmão Itabajara Martins de Almeida, solicita ao amigo e deputado Estadual por São Paulo, naquela época - década 1970 - para que o acesso São Carlos / Santa Eudóxia fosse devidamente asfaltado.

Hoje temos um Sub Distrito de São Carlos - Santa Eudóxia totalmente remodelado, acesso em via asfáltica.

O documento datado de 25 de abril de 1978 e assinado pelo então Benedito Ferreira de Campos - Deputado Estadual, muito embarga meu sentir.

Os passos do pai - Nelson Martins de Almeida - sempre fora acompanhado de perto pelos filhos, Itabajara e Inajá.





sábado, 7 de abril de 2018

ARARAS - 147 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA

 Manhã de segunda-feira - 19 de março de 2018
Ao som do Hino Nacional hasteiam-se as bandeiras:

  • Brasil - pelas mãos do prefeito municipal Pedrinho Eliseu
  • Estado de São Paulo - pela secretária municipal de Educação, Mariana Mani Moura
  • Mercosul - pelo subtenente do Tiro de Guerra de Araras, Cláudio Deoclécio dos Santos
  • Município - pelas mãos do presidente da Câmara Municipal de Araras, Pedro Eliseu Sobrinho




segunda-feira, 19 de março de 2018

CENTENÁRIO DE NELSON MARTINS DE ALMEIDA


"A função do Historiador é trazer à vida, 
a análise dos fatos já passados, 
dentro de uma pequena ou grande extensão de tempo".

Nelson Martins de Almeida

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Já com idade avançada, vejo meu pai. Quieto, absorto nas leituras, sempre concentrado em seus pensamentos. Ora lê. Ora escreve. Pouco fala. A audição e os passos lentos lhe dão sinais da longevidade, mas a mente mostra lucidez aguçada, que o tempo não corrompe.

Historiador. Narrador incansável dos fatos históricos, muitos dos quais vividos e vivenciados. A história em sua mente sempre pronta a ser resgatada. 

Novelos de linhas intermináveis alinhavam e tecem os mais belos álbuns dos municípios - Araras, Rio Claro, Araraquara, Leme... 

Figuras ilustres ocupam lugar destacado em seu fazer História – Dr. Oscar Ulson, do qual detinha admiração e apreço ímpar, dado a historiador que emprestara grande colaboração na obra “Álbum de Araras”, edição 1948, Dr. Armando de Oliveira Salles, Maestro Francisco Paulo Russo, Ignacio Zurita Junior, Martinho da Silva Prado, Amadeu Salviato, Carlos Viganó. Tantos outros. Tantos...

Leitor perspicaz, a memória não o condena. O passado, no presente, está sempre a colocar na pauta do dia. Nem ao menos uma vista além de um ponto lhe passa despercebida. 

Os livros - paixão sempre presente. Interessado pela leitura e pelo transmitir o gosto e o saber de sua importância, tem no interesse da nova geração o galardão maior. Ademais posso deste maneira poética, colocar meu olhar sobre si e declinar:



São poucos os que se sentam para ouvir histórias.
São poucos os que se dedicam a contar histórias.
Por serem poucos, são raros e necessários.

(na foto a neta Rafaela aos 2 anos e Vitória - interessadas na leitura - )



Meu pai – Nelson Martins de Almeida – observador, pesquisador inquieto e realizador de obras magnas que a história pode registrar, amante das letras e das linhas, das pesquisas e da narração, forjou minha vida entre livros. Legou-me o prazer pelas linhas. O gosto pelos livros. O recolher dos retalhos. O amealhar lembranças. O registrar memórias. O contar histórias. Vasto material inédito. Herança incalculável, desde tenra idade me fora incutida.  E posso poemar :

Entre livros nasci. 
Entre livros me criei. 
Entre livros me formei. 
Entre livros me tornei.
Enquanto lia o livro, lia-me a mim o livro.
Hoje não há como separar: 
o livro sou eu 
- bibliotecária por opção, paixão e convicção. 

MEU PAI


Começo por identificá-lo segundo o nome, o qual lhe trazia enorme satisfação, tanto pelo prenome, quanto pelo nome – Nelson Martins de Almeida. 

A partir deste momento, adjetivos podem incorporar à sua identidade: reservista da Academia Militar da Força Aérea, jornalista, historiador autônomo, ademais, esposo, pai exemplar que a mim deixou exemplos de figura íntegra em todo seu contexto familiar, profissional, âncora para o meu sentir e viver numa época em que percebemos a inversão tão grande de valores. 

Meu pai - meu verdadeiro "HERÓI".

O pai Alfredo Martins de Almeida, português do Porto, caráter firme e rígido, sob formação em contabilidade, inspirou-lhe as primeiras letras, mas, contingências adversas,  não o acompanhou em sua trajetória de vida. 

A mãe italiana Ida Colaviza de Almeida cedo apartara da presença do filho, acometida de distúrbios que a confinaria em hospital, donde jamais sairia. 

Assim, crescia o filho Nelson aos cuidados da tia paterna Ana Martins de Almeida a qual veria grande valor no sobrinho, agora sob seus cuidados. 

Contava então o garoto com a tenra idade dos seus 9 anos. E detenho-me a buscar pelo teu nome - Nelson - e vou ao encontro de um olhar, através do meu próprio olhar, que a ele me irmano:

“O nome é como um vestido que não nos pertence. Ficamos nus debaixo do nosso nome, ainda mais nus do que a criança que o pai levantou do solo, para dar-lhe o nome. E quanto mais enchemos de ser ao nome, mais estranho ele se torna, mais independente de nós, mais desamparados ficamos nós mesmos. Emprestado é o  nome que usamos, emprestado o pão que comemos, emprestados somos nós, desnudos, mantidos dentro de um mundo estranho e somente quem se despojar de qualquer ouropel emprestado há de avistar a meta, será chamado à meta, para que se reúna definitivamente com seu nome”. 

Hermann Broch – in “O olhar de Borges”. 

Nascido na cidade de Araras, Fazenda Campo Alto, quando o pai prestava serviços contáveis, mais precisamente, guarda-livros, pela época, ali passara parte de sua infância, o que lhe possibilitaria lembranças memoráveis, as quais seriam resgatadas em tempo oportuno.

O Álbum de Araras - obra prima e magistral - viria nos anos 1948, seguidas de outras mais : Álbum de Araraquara, Álbum de Rio Claro (este último a mim presenteado duplamente - quando do meu nascimento e quando da entrega à municipalidade, daquele que se tornaria a história ímpar da cidade de Rio Claro). 

Nelson Martins de AlmeidaE crescia o jovem entre os estudos a que se aplicava e os cuidados da tia e zelo dos primos que logo formariam vínculos permanentes, até a saída para o serviço militar, donde lhe reservariam dois anos de experiência as quais forjariam sua conduta pessoal, profissional e familiar, a despeito da formação da casa, dos livros contáveis a que o pai em algum momento lhe reservara apontamentos.

Alguns fragmentos de livros que o pai lhe conduzira, sempre os trazia consigo, embora não se entusiasmasse ao estudo técnico das escritas numéricas.

Em si manifestava o gosto pela escrita, o que o levaria a compor vasta bibliografia que se pode compor a partir dos dados que fomos coletando através dos seus trabalhos.

Memória viva e salutar manteve dos seus pais – muito cedo apartados de sua presença.

Vez ou outra comentava sobre sua estada na Academia Brasileira da Força Aérea, no Rio de Janeiro. Foram-lhe dois anos de afastamento familiar, recluso entre aprendizagem e o trabalho que desempenhava na administração da Instituição Militar da Aeronáutica.

Desenvolto dentro de seu ser inquiridor, seus préstimos de datilógrafo e taquigrafo valeram-lhe privilégios acadêmicos, entretanto, não o motivaram a permanecer na entidade, como o mencionado por Hermann Broch. Avistava a meta a qual sentira-se chamado... A ela seu nome se perpetuaria...

Cedo o jovem percebera que fora chamado ao ofício das letras. Seu nome em breve se tornaria público. Deixaria os bastidores do jovem em atividade militar, para alargar fronteiras; logo lhe seriam abertas janelas que, em silêncio vislumbrava. 

O PAI SOB OLHAR DA FILHA

Palavras, olhares, sentimentos podem nos encontrar, desde que tenhamos aberto os sentidos para absorvê-los.

Olhava meu pai – o historiador, o realizador de tantas publicações, e não me encontrava memoralista, dado ao fascínio que me provocava, em tempo distante.

Sentia-me como que impossibilitada aos registros, pois afinal, era ele, meu pai, o escritor, detentor de prerrogativas tais, a meu olhar de filha, que me distanciavam do fazer linhas, mesmo a despeito dos comentários elogiosos e notas significativas do professor Bertolino, no colégio na década de 1960, a referir-se a mim o escrever tão bem quanto ao pai, do qual ele era admirador incondicional.

Jamais nos distanciamos em presença física, tampouco em transmissão de conhecimento. Sempre nos mantivemos presentes, tanto que, ao buscar subsídios para esta composição, lágrimas encontraram-me em pura emoção. 

Sem que o soubesse encontrara em minha escrivaninha um texto em que registrava minha viagem ao sul – 1967 – com minha avó Ana e minha mãe, e  editava na Revista de Araras, em seu volume 6. A partir desse momento e nas edições que se seguiram, ao todo onze, meu nome figuraria em seu expediente como colaboradora, muito embora jamais tenha escrito qualquer texto que fosse, dado a timidez peculiar da adolescência. 

Recentemente, ao remexer velhos papéis, publicações daquela época as Revistas de Araras me encontraram e me presentearam com essas lembranças a que me refiro nestas linhas. 

Meu pai. Minha força. Minha inspiração. Comigo esteve presente durante longa jornada - você parte aos 94 anos, deixa-me então com 62. 

Meu pai. 

Neste 18 de março de 2018 você completaria 100 anos. 

Que maravilha saber que avançou o tempo, em memória, em lembranças, tão reais que, ao estar declinando estas palavras, o sorriso me salta o rosto, pois que nossas vidas foram enriquecidas pelo sentimento terno e puro de amor paterno e filial.

Gratidão maior estar aqui e saber que a ti a continuidade de propósito só a Deus pertence. 

Gratidão pela tua presença sempre constante em meu viver. Pelo legado que a nós concedeu que fora a edição da obra o "Álbum das Bandas de Araras" que, embora não tenha participado do brilhantismo da entrega à municipalidade, tudo o quanto fizemos foi como se naquele instante lá estivesse - você (meu pai) e tio Lico.

Teu nome, realmente fora escrito na História de Araras e naquela cidade em circunstância alguma será deixado de ser lembrado.

Tua obras estão disseminadas em muitos municípios. 

Estes blogs - Historiador I e Historiador II (Memoriais de Araras) permanecerão no virtual, quando então a tecnologia abre as janelas do infinito...

Por Inajá Martins de Almeida


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ORQUESTRA DE SOPROS MAESTRO FRANCISCO PAULO RUSSO



Maestro Marco Antonio Meliscki a frente de sua brilhante e laureada Orquestra de Sopros Maestro Francisco Paulo Russo em noite de gala - 18/02/2018 - Teatro Estadual de Araras, o qual leva o mesmo nome - Francisco Paulo Russo







PARCERIA CULTURAL 
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fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=906729092827568&set=pcb.906729136160897&type=3&theater

sábado, 14 de outubro de 2017

MEMORIAL DE ARARAS - TIRO DE GUERRA

por Nelson Martins de Almeida - Historiador


No dia 29 de setembro de 1917,  Araras era visitada pela Linha-de-Tiro de Pirassununga, tendo a acompanhá-la um pelotão de escoteiros.  A viagem foi feita por trem até a estação de Loreto, sendo o percurso terminado em marcha. Os atiradores foram  acompanhados por seus instrutores e pelo prefeito dr. Fernando Costa, seu diretor.



Mas, a primeira manifestação para ser criado um Tiro-de-Guerra, em Araras, iria partir do prefeito cel. André Ulson Junior, que se punha em contato com o general Luiz Barbedo, do comando da II Região Militar,  sediada em São Paulo.

O primeiro Tiro-de-Guerra foi formado em Araras em 1918. Na foto ele aparece formado frente à sede que ocupa as dependências da antiga Escola de Trabalhadores Rurais.




Em 1918, estava formada, em Araras, a Linha-de-Tiro nº 66 e, já em janeiro desse ano, era executada no Teatro Apollo, a Marcha da Linha-de-Tiro nº 66, numa composição de Emengarda Miranda.



ETERNOS DEFENSORES DA PÁTRIA 
QUER EM POSIÇÃO DE SENTIDO QUER EM MARCHA



Aos 15 de maio de 1918, o ver. Herculano Ferreira havia apresentado um projeto de lei, em que a Prefeitura de Araras ficava autorizada a despender pela verba de Obras Públicas, a quantia de   RS. 4:000$000 com a construção do stand e fardamento da banda de música. Era regente dessa banda o maestro Francisco Paulo Russo.

Em fevereiro de 1919, o comandante da 2ª Regiãso Militar (hoje II Exército) general Luiz Barbedo comunicava à Câmara a sua visita à Araras, quando seria feita a oferta da Bandeira  Nacional à Linha-de-Tiro nº 66. Isto veio a ocorrer no dia 9, durante o ato de inauguração do stand de tiro em Terras da Fazenda São Joaquim, local posteriormente vendido ao Operário Futebol Clube.




Foram guardas de honra da Bandeira, as senhoritas Dirce Gomes, Olívia Ulson, Luiza Marcicano, Guilhermina Ulson, Aparecida Cunha, Laura Braga, Aparecida Cunha, Dalila Marcicano, Julia Luz, Elvira Padula, Ille Denardi, Amélia Feres, Anaitis Zacharias e Haidéa Camargo. 




Em 1921, o Linha-de-Tiro nº 66, de Araras, era instruído pelo sargento João Vicente, ano em que Araras recebe a visita do Tiro de Guerra nº 357, de Limeira, comandado pelo sargento Wilhelsen, tendo por secretário Germano Oliveira. No Hotel Italiano, em Araras, é lhes ofertado um almoço, dele tomando parte o dr. Carlos de Oliveira Guimarães, promotor público da Comarca, o capitão Florindo Basílio Camargo, vice presidente da Linha-de-Tiro, o sargento instrutor João Vicente e outros.

Em 1948, a sede do Tiro de Guerra, estava localizada na antiga Escola de Trabalhadores Rurais, então situada onde hoje está a Praça Dr. Martinico Prado, por coincidência, local onde presentemente, se instala a sede do Tiro de Guerra 2.053.



O Tiro-de-Guerra no ano de 1948 era presidido pelo prefeito Francisco Graziano, que aparece na foto, entre o grupo de atirados e seus sargentos instrutores. A foto foi tirada nas dependências externas do Educandário "Dona Benedita Nogueira".

Em 1951, o T.G. 182, em Araras, é comandado pelo 2º tenente Oswaldo Ramos, sendo prefeito municipal e seu diretor o Sr. Francisco Graziano.

Em 1952,  aos 3 de março, o presidente da República, tendo em vista o decreto nº 16321 e nº 6795/44, concede a Medalha de Guerra ao sargento Odail Monteiro dos Santos (foto), instrutor do T.G. 182, de Araras.


Em 1952, sendo diretor do T.G. de Araras, o prefeito Hermínio Ometto, o TG 192, sediado em Araras, conquista o honroso 2º lugar na classificação a que concorreram todas as unidades do gênero. Comandado pelos sargentos instrutores Justiniano Feitosa e Odail Monteiro dos Santos, o TG de Araras, alcançou 92,37 pontos.








Em 1954, o TG 182, de Araras, comandado pelo sub-tenente Justiniano Feitosa e sargento Odail Monteiro dos Santos, conquista o 1º lugar na classificação de todos os Tiros de Guerra do Estado de São Paulo.








A 21 de abril de 1956, assume o comando do TG 182 o sargento Antonio Ângelo de Assis, sendo prefeito de Araras, o Sr. Alberto Feres. Nesse ano é procedido o lançamento da pedra fundamental do novo prédio sede do TG 182. Em sua inauguração comparecem o cel. Aiporé dos Reis e o major Manoel João Homem de Mello, do II Exército, prefeito Alberto Feres e demais pessoas gradas.







Aos 7 dias do mês de setembro de 1957 inaugura-se a nova sede do TG 182. Em nome do II Exército, fala o major Manoel João Homem de Mello.















Prefeito Alberto Feres discursa, ladeado das autoridades coronel Aiporé, major Manoel João Homem de Mello, prefeito Armando Coelho, de Leme.












Ato do hasteamento da Bandeira e do retrato do prefeito Graziano - período 1948/1951



















Em 1958, com a aprovação do general Stênio de Albuquerque, comandante da II Região Militar, são elogiados os componentes do Tiro de Guerra de Araras e seu instrutor sargento Odail Monteiro dos Santos, pelo espírito de solidariedade demonstrado por ocasião do desastre com um caminhão transportador de cortadores de cana, que vitimou 38 ocupantes.






O Tiro-de-Guerra nas comemorações da Revolução Constitucionalista de 1932

1982 - solenidades no Ginásio de Esportes de Araras










Prefeito Ivan Estevan Zurita, comandante do Tiro-de-Guerra hasteia a bandeira nacional, frente à sede
















Desfilando ao redor da Praça Barão de Araras, passando pelo Cine Araruna e ruas da cidade de Araras. As crianças se alegram e acompanham a marcha ritmada.









RESERVISTAS ARARENSES 
- para serem dignos ombros de Caxias quando deles precisarem a Pátria -


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O acervo faz parte da coleção de NELSON MARTINS DE ALMEIDA - Historiador, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo
O material fora apresentado durante a Exposição da História de Araras - Casa da Cultura no ano de 1997.

Composição do material para o blog a cargo da filha Inajá Martins de Almeida - depositária de todo esse acervo histórico escrito e ilustrado

15/10/2017

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sábado, 23 de setembro de 2017

ÁLBUM DAS BANDAS EM SEUS BASTIDORES

Texto de Inajá Martins de Almeida




Nelson Martins de Almeida dedica horas intermináveis a compor, aquele que viria ser o Álbum das Bandas de Araras.

Precisar o início, quem sabe, pois que o Álbum de Araras, edição 1948 (foto) traz matéria sobre a manifestação cultural em torno da música, teatro, literatura que envolvia a cidade que já se apresentava como celeiro para o culto às artes. 

Adentro o texto e vejo meu pai compenetrado em seu trabalho artesanal. Cola textos de jornais, fotos; acrescenta outros tantos, esboça opiniões e pareceres. É o grande campeonato nacional em concurso de bandas que lhe motiva nova obra - esta demora anos a ser editada, mas acontece. Percorre tempo que se cobra - 1977 / 2017 (quarenta anos que se pode contar).


Anos de dedicação presenciamos nossos pais. Matilde com o músico Carlos Viganó, eu Inajá com Nelson Martins de Almeida, meu pai. Pudemos então viver intensamente todos os momentos. Enquanto muitos ouviam falar, nós ocupávamos os bastidores, quiçá algumas vezes o palco; quantos valiam-se das plateias aos aplausos acalorados. [o "boneco" fora manuseado, estudado, digitado em computador, até sua impressão em 2017]  





Capa original quando do "boneco", completamente modificada em sua edição final.

A Banda Campeã em seu uniforme se deixa fotografar na praça Barão de Arary - foto histórica de 1977











Colhíamos lembranças, testemunhas oculares, mal supondo o tempo nos reservar adentrarmos o cenário em que nossos pais tão bem versavam. Assim, aos poucos fomos nos acostumando com o legado. De um lado, o esboço do Álbum, guardado entre outros tantos. De outro, o protagonista que vivenciara as mais eloquentes expectativas a cada conquista no embate musical. 


[contra capas CD 1977  - Banda Campeã Nacional]     
  

Se, de um lado um, Carlos Viganó, em campo alavancava aplausos e comentários efusivos ante as apresentações, de outros, Nelson Martins de Almeida, ocupava-se dos apontamentos, guarda dos registros, formatação do “boneco” para edição futura.

Os protagonistas não alcançaram o livro editado, entretanto, de posse de todo o material os registros participavam da dinâmica que a história apresenta e clamavam pelos acontecimentos durante os anos que avançaram em novos fatos.

No primeiro instante a timidez fez com que parássemos a projetar o sonho de dois idealistas pela arte – Carlos e Nelson – e motivadas por tantos acontecimentos que nos víramos envolvidas – a criação da Escola de Música “Carlos Viganó, já vislumbrada pelo Maestro Francisco Paulo Russo a formar plêiades de jovens músicos nos idos 1909; a homenagem pelos 100 anos de Carlos Viganó; a passagem de Corporação para Orquestra de Sopros, todos esses fatores, ainda mais alguns músicos remanescentes de 1977 em nosso convívio, deram subsídios para avançar em pesquisa. E as páginas puderam suceder uma a uma e alcançar a marca de 200 (duzentas), entre registros, fotos, lembranças memoriais e imemoráveis.


Assim, nesse breve encontro, podemos afirmar que vivemos intensamente esses bastidores que, desde a ideia, uma  conversa informal entre nós primas e co-autoras do Álbum, até a sua concretização, imaginamos uns cinco anos de muito prazer, envolvimento e comprometimento. 

Agora podemos afirmar que o Álbum vive em nós. 
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